A pandemia trouxe novos hábitos nas compras que vieram para ficar | in "Público"

Estudo sobre o consumo a nível global sugere que a pandemia vai alterar “de forma permanente o comportamento do consumidor”.

Ao longo dos últimos meses, os consumidores viram-se obrigados a adaptar as suas rotinas e hábitos de compra à nova realidade de pandemia. Em Portugal, os carrinhos de compras foram-se moldando às diferentes fases de combate ao vírus. Depois de um período inicial de incerteza e medo que se traduziu numa corrida aos supermercados e a produtos como papel higiénico, o aumento, em Abril, da compra de produtos de depilação e de cabelo indicava uma maior preocupação em tentar manter a normalidade, mesmo em confinamento.


A nova realidade também trouxe um aumento na procura de “produtos de nicho”, como máquinas de fazer pão, colchões de ioga ou passadeiras estáticas, justificada pela empresa de estudos de mercado Kantar Worldpanel como um mecanismo de adaptação dos portugueses numa altura em que estão “privados de momentos de lazer e de socialização no exterior”.


Porém, as alterações a que a pandemia obrigou nas escolhas dos consumidores podem não se ficar pelo período de confinamento. Um estudo publicado pela Accenture e que analisou as respostas de mais de três mil consumidores, provenientes de 15 países em cinco continentes (não incluindo Portugal), indica que a pandemia “irá provavelmente alterar, de forma permanente, o comportamento do consumidor e causará mudanças estruturais duradouras nos sectores de bens de consumo e retalho”.  Segundo o estudo, a pandemia veio acelerar três tendências que se devem manter: um maior enfoque dado à saúde, incluindo na alimentação, uma maior atenção quanto à sustentabilidade, quer financeira, quer ambiental e um aumento na procura de soluções de proximidade, de forma a apoiar as comunidades locais.

Os dados revelam que mais de metade dos entrevistados dizem estar mais preocupados com o desperdício alimentar, mais atentos no que toca a escolhas mais sustentáveis e que querem apostar em alimentos mais saudáveis daqui para a frente


Quanto à ida às compras, os consumidores admitem querer procurar mais soluções de proximidade (46%) e mais de um quarto quer fazer menos compras, mas em maior quantidade. Estas preocupações, dizem os entrevistados, são para se manter no futuro.


Segundo Oliver Wright, director na área de produtos de consumo e serviços da Accenture, estas tendências nas alterações de consumo já são observadas há algum tempo, mas “o que surpreende é a escala e o ritmo” impostos pela pandemia. “O novo comportamento e consumo do consumidor deverá durar mais do que a pandemia, estendendo-se muito além de 18 meses e possivelmente durante grande parte da década actual”, admite em comunicado à imprensa.


Compra online deverá ser cada vez mais utilizada


Se a pandemia veio alterar o que compramos, também alterou como o fazemos. Confinados às suas casas, os portugueses usam cada vez mais a via digital, até para as compras de supermercado. Segundo o estudo da Accenture, a tendência é global, sendo que um em cada cinco entrevistados indicou que as suas compras mais recentes foram feitas online e pela primeira vez — nas pessoas acima de 56 anos, esse número é de um em cada três entrevistados.


No mesmo comunicado, Jill Standish, director na vertente de retalho da Accenture, explica que os dados “revelam como as pessoas que não se sentiam tão à vontade com o e-commerce e outras tecnologias digitais foram pressionadas a superar as suas hesitações — e essa mudança é enorme”.


A análise demonstra ainda que as compras online já representam quase um terço de todas as efectuadas pelos entrevistados e admite-se que esse valor suba para 37% depois da pandemia, “o que demonstra uma clara necessidade de aumento no investimento feito neste canal”, sublinha-se.


O período de pandemia, segundo Oliver Wright, significou “um alerta para as empresas garantirem que têm agilidade e a capacidade de serem relevantes para os seus consumidores e clientes através de um portfólio de produtos e serviços que correspondam à mudança dos padrões de compra — não apenas hoje, mas também pós-pandemia”.​


Créditos da Notícia: Público


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