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Em três anos Portugal registou redução de cerca de 11% de sal e açúcar em alguns alimentos

Metade das categorias de produtos abrangidas pelo acordo já cumpriram as metas que estavam definidas para este ano e algumas até ultrapassaram os objectivos fixados na redução de sal e de açúcar.

Os produtos alimentares abrangidos pelo Programa Nacional para a Promoção da Alimentação e pela Estratégia Integrada para a Promoção de Alimentação Saudável, como as batatas fritas e outros snacks, cereais de pequeno-almoço, pizzas, iogurtes e leites fermentados, leite achocolatado, refrigerantes e néctares, registaram, entre 2018 e 2021, uma redução de 11,5% e 11,1% de teor de sal e açúcar, respectivamente, segundo os dados revelados esta Terça-feira pelo Infarmed, em Lisboa.


"A Ordem dos Nutricionistas aplaude a indústria pela capacidade de reformulação dos alimentos e felicita a Direcção-Geral de Saúde (DGS), em particular o Programa Nacional para a Alimentação Saudável, bem como o Instituto Nacional Dr. Ricardo Jorge (INSA), pelas conquistas alcançadas na redução de 11,5% do teor de sal e de 11,1% no teor de açúcar nas categorias de alimentos previstas no compromisso, entre 2018 e 2021", lê-se no comunicado. "Os resultados foram apresentados esta Terça-feira, dia 15 de fevereiro, e mostram que a reformulação das categorias de alimentos que fizeram parte dos acordos estabelecidos permitiu reduzir 25,6 toneladas de sal e 6256 toneladas de açúcar na alimentação dos portugueses".


O protocolo incluiu cerca de 56% das categorias de alimentos definidas no âmbito da redução do teor de sal (batatas fritas e outros snacks salgados, cereais de pequeno-almoço, sopa pré-embalada pronta a consumir, pão e refeições pré-embaladas prontas a consumir) e 33% das categorias de alimentos definidas no âmbito da redução do teor de açúcar (cereais de pequeno-almoço, iogurtes, leite achocolatado, néctares de fruta e refrigerantes) e teve como objectivo promover a reformulação e monitorizar os produtos alimentares que representavam pelo menos 80% do consumo.


“Os resultados apresentados são extremamente positivos e corroboram o que temos defendido: a reformulação de produtos alimentares (e a taxação de outros) tem ganhos determinantes na saúde dos portugueses e é um trabalho colaborativo, só possível com o envolvimento de todos os agentes. Hoje só podemos felicitar todos os envolvidos”, salienta Alexandra Bento, bastonária da Ordem dos Nutricionistas.


De notar que metade das categorias de produtos abrangidas pelo acordo já cumpriram as metas que estavam definidas para este ano e algumas até ultrapassaram os objectivos fixados na redução de sal e de açúcar, o que, para a Ordem dos Nutricionistas, é um “sinal claro de que, tanto a indústria, como o consumidor, estão despertos para as consequências de ingerir sal e açúcar em excesso, que é o que acontece, no caso do sal, com 70% da população e, no caso do açúcar, com mais de metade dos portugueses.”


Alexandra Bento espera que os resultados hoje publicados "encorajem para mais e melhor trabalho, para novas metas, mais produtos alimentares abrangidos e mais parceiros envolvidos. Só todos juntos podemos contribuir para a alteração dos maus hábitos alimentares dos portugueses e, consequentemente, para o aumento dos anos de vida vividos com saúde!”, conclui.


Créditos da Notícia: Jornal i


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