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O nosso adorado Caldo Verde está entre as melhores sopas do mundo eleitas pela CNN

Portugal guarda uma larga tradição no que se refere a sopas, dos caldos a refeições robustas, onde a sopa apresenta características que a aproximam de um guisado. O nosso país não ficou esquecido na selecção de 20 sopas do mundo que a CNN, canal de televisão norte-americano, dedicou a um dos pratos com mais antiguidade cozinhado pelo ser humano.


festival das amendoeiras em flor

A sopa é um dos alimentos mais antigos e universais do mundo’”, escreveu a gastrónoma Janet Clarkson, autora do livro Sopa: Uma História Global”. Com estas palavras o canal de viagens da CNN dá o mote ao artigo que, anualmente, apresenta as melhores sopas à escala mundial.  Na tabela intitulada “20 das melhores sopas do mundo”, o nosso tão adorado caldo verde conquista um lugar de destaque ao lado de outras receitas internacionais como o borscht, da Ucrânia, a francesa bouillabaisse, o gaspacho espanhol e a harira marroquina.


A publicação ressalva que “todas as culturas têm sopas”, citando a já referida Janet Clarkson, sublinhando que as sopas “têm raízes muito antigas. Os primeiros povos cozinhavam tudo, desde a casca da tartaruga a pedaços de bambu (...) A fervura dos alimentos tornava possível subsistir com grãos, com ervas e outros ingredientes adicionados para fins nutritivos ou medicinais”.


No que toca ao caldo verde, o artigo assinado por Jen Rose Smith, olha para esta sopa e caracteriza-a da seguinte forma: “verduras finamente cortadas misturam-se com batatas e cebolas nesta sopa caseira da região vinícola do Minho, em Portugal. A sopa é uma estrela culinária, desde cafés sofisticados até cozinhas rurais. Esta é a definição de comida caseira”.


O caldo verde terá nascido em meados dos idos do século XV, ou mesmo anteriormente (embora se levante a questão se esta sopa seria anterior à introdução da batata proveniente do Novo Mundo), devendo a sua origem aos territórios agrícolas e a singeleza dos ingredientes disponíveis. Camilo Castelo Branco, Eça de Queirós, Júlio Dinis, Ramalho Ortigão, louvaram o caldo verde através da escrita. Amália Rodrigues cantou-o ao embalo do poema de Arnaldo Ferreira: "Basta pouco, poucochinho p´ra alegrar, uma existência singela (...) É só amor, pão e vinho, e um Caldo Verde, verdinho a fumegar na tigela".


Créditos da Notícia: J.M.A.


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