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Escolas de Hotelaria e Turismo do Algarve vão continuar a formar profissionais de excelência

Ano lectivo 2021/22 está prestes a arrancar e ainda há vagas por preencher nos cursos das três escolas algarvias.

Do Algarve para o mundo, as três Escolas de Hotelaria e Turismo da região continuam a apostar na formação de profissionais de «excelência». Para este próximo ano lectivo, há ainda vagas por preencher em vários cursos, estando abertas as candidaturas até Quinta-feira, 16 de Setembro, a todos os estudantes que se queiram profissionalizar nestes sectores.


Com a «maior oferta formativa em termos de cursos profissionais entre as três instituições», a Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve (EHT Algarve), em Faro, afirma-se como «o sítio onde a população empregada na hotelaria, restauração ou turismo poderá melhorar os seus níveis de qualificação», começa por dizer Paula Vicente, directora deste estabelecimento de ensino, em entrevista ao Sul Informação.


Depois de a primeira fase de candidaturas ter «corrido bem», apesar de os números estarem «mais ou menos agradáveis» devido à pandemia de Covid-19, há ainda a esperança de preencher as vagas disponíveis pois, «na segunda fase, costumamos conseguir ainda angariar muitos alunos».


A EHT Algarve, instalada no antigo Convento de São Francisco, em Faro, dispõe de «quatro cursos de dupla certificação, em que é necessário ter o 9º ano para os frequentar, e cinco de especialização tecnológica, com acesso com o 12º ano de escolaridade, com vagas ainda por preencher».


«Nesta escola, temos todas as condições para ter uma oferta formativa mais variada, que tem sido muito estável ao longo dos últimos anos», explica Paula Vicente.

Da oferta formativa da Escola de Hotelaria e Turismo de Faro, fazem parte os cursos de Técnico de Cozinha/Pastelaria, de Restaurante/Bar e de Alojamento Hoteleiro, com duração de três anos, incluindo estágios curriculares. No final, os alunos conseguem a sua certificação escolar e o acesso à profissão que escolhem. Para poder ser feita a candidatura, é necessário ter o 9º ano de escolaridade.


Quanto a cursos de especialização tecnológica, aos quais o acesso apenas é permitido a pessoas com o 12º ano, a ETH Algarve oferece as formações de Gestão e Produção de Pastelaria, de Gestão Hoteleira e Alojamento, de Restauração e Bebidas, de Produção de Cozinha e de Turismo.


Estes cursos, nos últimos anos, «têm tido sempre procura consistente, o que nos permite, ano após ano, continuar a abri-los».


A comemorar 55 anos de existência, a Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve foi a primeira das três instituições a surgir na região. Criada em 1967, tem como missão «formar os recursos humanos do sector turístico, não só para o Algarve, mas também para o país e para o mundo», explica a directora.


Além deste estabelecimento, existem também, na região, as Escolas de Hotelaria e Turismo de Portimão e de Vila Real de Santo António, o que dá «uma cobertura geográfica muito importante», sendo que «a oferta formativa das três instituições de ensino complementa-se».


Localizada na Pedra Mourinha, a Escola de Hotelaria e Turismo (EHT) de Portimão consolidou-se como «a referência na formação do sector turístico no Barlavento algarvio», refere Pedro Moreira, director da instituição, também em declarações ao Sul Informação.


Apesar de, nos últimos anos, «existir uma procura ligeiramente menor» dos cursos desta instituição, as candidaturas «estão em linha com os passados anos lectivos», conseguindo a EHT Portimão «abrir todos os cursos que tínhamos planeado».


O director espera que «o próximo ano lectivo seja o mais normal dentro dos possíveis», contando com a maioria das aulas em modo presencial, «apesar de ser necessário o cumprimento das normas da Direcção-Geral da Saúde».


«As pessoas que formamos, tanto na EHT Portimão, como nas outras instituições, vão, com certeza, acrescentar valor às empresas que integrarem, dentro da lógica do que é o novo turismo. Não esquecendo a forte componente técnica, queremos que os alunos tenham, através destes cursos, também aprendizagens nas vertentes da cidadania, empreendedorismo, inovação e sustentabilidade», realça Pedro Moreira.


Já no Sotavento algarvio, a Escola de Hotelaria e Turismo (EHT) de Vila Real de Santo António, inaugurada em finais de 2006, está «com boas perspectivas de conseguir abrir os cursos a que nos propusemos, apesar de as coisas não estarem fáceis», realça Manuel Serra, director deste estabelecimento de ensino. Mas ainda há vagas disponíveis.


Com 85 alunos e a expectativa de chegar aos 100 estudantes ainda este ano lectivo, Manuel Serra explica ao Sul Informação que, «nos dias de hoje, ainda é importante quebrar o estigma de que os cursos profissionais são um escape para os alunos que não querem seguir o ensino dito “normal”. Nada disso. Estes cursos são para aquelas pessoas que se querem formar nestas áreas, tendo uma componente mais prática ao longo da sua formação».


Apesar de haver uma panóplia alargada de cursos na Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve, a directora Paula Vicente refere que «os públicos-alvo acabam por ser muito distintos», levando a que os estabelecimentos de ensino tenham «todo o cuidado de adaptar a oferta formativa a esses públicos».


«É interessante perceber que, mesmo dentro da região, pode haver mobilidade de alunos que se formem nas escolas de Portimão ou de Vila Real de Santo António e depois prossigam os estudos aqui na Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve».


Durante os dois confinamentos a que o país foi sujeito, devido à pandemia, o trabalho feito pelas Escolas de Hotelaria e Turismo «ainda se tornou mais difícil», mas, ao mesmo tempo, «mais urgente, pois fomos a solução para muitas pessoas que procuraram a oportunidade de se formarem, a fim de terem melhores oportunidades no mercado quando o país viesse a desconfinar», salienta Paula Vicente.


As escolas «tiveram a capacidade de se organizarem, quase de um dia para o outro, e começarem a funcionar, poucos dias depois, em modo online, pois não queríamos parar o nosso trabalho com os jovens, nem deixá-los em stand by. Conseguimos passar todos os nossos cursos para um formato digital, o que nos levou não apenas a agarrar os nossos alunos, mas também a alcançar públicos que, de outra maneira, não iríamos ter».


Ainda assim, a Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve «continua a ser ambiciosa e a querer criar acções de formação para as empresas e para os profissionais do sector», refere a directora.


«A região pode contar, da nossa parte, com disponibilidade total para continuar a contribuir para a melhor formação das pessoas e das empresas, bem como para projectarmos o nosso turismo para um patamar superior, porque achamos sempre que este tem que ser de excelência».


Prestes a terminar a segunda fase de candidaturas aos cursos, perspectiva-se um bom arranque de ano escolar.


«Esperamos ter um ano lectivo mais dinâmico do que o do ano passado, quando fizemos muitas actividades e sessões virtuais. Já estamos com saudades de voltar a ter aqui momentos presenciais que fiquem na memória, pois são esses que, um dia mais tarde, vamos recordar».


Para isso, a Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve tem «já em marcha um plano de actividades» e espera que os alunos «venham cheios de energia para aprender, trabalhar, mas também para as conseguir usufruir», conclui Paula Vicente.


Créditos da Notícia: Sul Informação


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