Empresas mais verdes? CEO portugueses já têm um Guia para a Bioeconomia Circular | in "ECO"

O documento inclui seis exemplos, desenvolvidos no âmbito do Grupo de Trabalho de Bioeconomia do BCSD Portugal, da Cortadoria Nacional de Pêlo, EDP, Jerónimo Martins, Lipor, PRIO e Navigator Company.

Com o objectivo de levar os líderes empresariais a compreender o conceito e as oportunidades que a Bioeconomia Circular tem para oferecer ao sector privado, o BCSD Portugal acaba de lançar o Guia do CEO para a Bioeconomia Circular que identifica as cinco prioridades ambientais mais urgentes: alterações climáticas; escassez de recursos; perda da biodiversidade; alterações ao uso dos solos; e perda e desperdício alimentar. Para todas elas, o guia apresenta uma solução comum, a Bioeconomia Circular.


De acordo com uma análise feita pela consultora Boston Consulting Group, a bioeconomia circular é uma oportunidade avaliada em 7,7 biliões de dólares. Este é o potencial estimado para produtos, energia e resíduos da alimentação humana e animal em 2030, excluindo os alimentos para consumo humano e animal.


“O reconhecimento de que o capital natural é finito obriga hoje as empresas a uma enorme e rápida adaptação das suas actividades e operação da cadeia de valor, no sentido de incorporar os princípios da Bioeconomia Circular”, afirma o BCSD Portugal em comunicado, por ocasião do lançamento do Guia.


A versão portuguesa inclui seis exemplos, desenvolvidos no âmbito do Grupo de Trabalho de Bioeconomia do BCSD Portugal, pelas empresas Cortadoria Nacional de Pêlo, EDP, Jerónimo Martins, Lipor, PRIO e The Navigator Company, a par de outros business cases internacionais de sucesso.


Acerca do Guia, o secretário-geral do BCSD Portugal, João Wengorovius Meneses, recorda que “face ao nosso actual modelo de desenvolvimento, altamente extractivo e poluente, o Pacto Ecológico Europeu, apresentado há cerca de um ano, como a principal aposta para o crescimento e o emprego da Comissão Europeia até 2030, coloca a preservação e a recuperação do capital natural no centro da agenda política europeia e destaca a urgência da transição para um novo paradigma de desenvolvimento, assente nos princípios da bioeconomia circular, designadamente, em nature-based solutions (soluções de base biológica).”


E acrescenta que “a transformação necessária exigirá inovação em larga escala ao longo das cadeias de valor das empresas, no sentido de criar modelos de negócio sustentáveis, se possível regenerativos. Contudo, a Bioeconomia Circular não é apenas um desafio para as empresas, tem de envolver todos os sectores da sociedade.”


O Guia do CEO para a Bioeconomia Circular é a versão portuguesa do CEO Guide for the Circular Bioeconomy, lançado a 7 de Novembro de 2019 pelo World Business Council for Sustainable Development (WBCSD) em colaboração com The Boston Consulting Group, e assinado por 16 CEO de empresas líderes mundiais.


Créditos da Notícia: ECO


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