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Acordo UE-Índia abre nova janela de oportunidades para empresas portuguesas

  • Foto do escritor: Lima com Pimenta
    Lima com Pimenta
  • há 3 horas
  • 2 min de leitura

O acordo de comércio livre entre a União Europeia e a Índia, recentemente concluído após anos de negociações, representa uma oportunidade estratégica para Portugal reforçar a sua presença num dos mercados com maior crescimento a nível mundial. Com mais de 1,4 mil milhões de consumidores e uma classe média em rápida expansão, a Índia passa a estar mais acessível para sectores-chave da economia portuguesa, beneficiando da redução gradual de tarifas, da simplificação de procedimentos aduaneiros e de maior previsibilidade regulatória.

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António Costa, Narendra Modi e Ursula von der Leyen (📷:European Union-Christoph Maderer)

Vinho e agroalimentar entre os grandes beneficiários

Um dos sectores com maior potencial de impacto é o agroalimentar, em particular o vinho. Até agora, as exportações europeias enfrentavam tarifas extremamente elevadas, que funcionavam como uma barreira quase intransponível à entrada no mercado indiano. Com o novo acordo, essas taxas serão reduzidas de forma faseada, tornando os vinhos europeus – incluindo os portugueses – mais competitivos em termos de preço e posicionamento.

Para Portugal, esta abertura surge num momento estratégico, em que o sector vitivinícola procura diversificar mercados fora da União Europeia e reduzir a dependência de destinos tradicionais. O crescimento do consumo de vinho em segmentos urbanos e de maior rendimento na Índia pode criar novas oportunidades para produtores com forte identidade, qualidade reconhecida e capacidade de adaptação ao mercado local.

Também outros produtos agroalimentares transformados, como azeite, conservas, produtos gourmet e bebidas espirituosas, ganham margem para crescer, apoiados pela protecção das indicações geográficas e por regras mais claras em matéria de rotulagem e certificação.


Indústria, têxtil e calçado ganham competitividade

No sector industrial, o acordo poderá beneficiar áreas onde Portugal já possui capacidade exportadora consolidada, como têxtil e vestuário, calçado, componentes industriais e produtos químicos. A eliminação de tarifas e a harmonização de normas técnicas reduzem custos e aumentam a competitividade das empresas portuguesas face a outros fornecedores internacionais.

Para o têxtil e o calçado, em particular, a Índia surge não apenas como mercado de destino, mas também como parceiro estratégico em cadeias de valor globais, num contexto em que a diversificação de fornecedores e clientes se tornou uma prioridade para muitas empresas europeias.


Serviços, tecnologia e economia verde em destaque

O acordo vai além do comércio de bens, criando condições mais favoráveis para a prestação de serviços, incluindo engenharia, tecnologias de informação, consultoria, arquitetura e serviços ambientais.

Empresas portuguesas com experiência em energia renovável, gestão de água, eficiência energética e soluções para cidades inteligentes poderão encontrar na Índia um mercado de grande escala para projectos de médio e longo prazo.

A crescente aposta indiana na transição energética e na sustentabilidade alinha-se com as competências desenvolvidas por Portugal nestas áreas, abrindo espaço a parcerias, investimento directo e transferência de know-how.


PME no centro da estratégia

Um dos aspectos mais relevantes do acordo é a atenção dada às pequenas e médias empresas, que passam a beneficiar de maior transparência, acesso a informação centralizada e procedimentos simplificados. Para o tecido empresarial português, maioritariamente composto por PME, estas medidas podem fazer a diferença entre a intenção de exportar e a efectiva entrada no mercado indiano.


Créditos da Notícia: grande consumo


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