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ameixas rainha cláudia

Ameixas "Rainha Cláudia"

De polpa cortante, amarelo-esverdeada, e pele lisa, fina e brilhante, com uma coloração amarelo-esverdeada, formato arredondado e porte pequeno, esta é uma variedade muito suculenta, perfumada, que apresenta uma doçura intensa (o teor de açúcar chega a superar os 20 brix), ligeiramente ácida e de sabor intenso e inconfundível.

 

Em Portugal são produzidas sobretudo na região do Alto Alentejo, decorrendo a sua sazonalidade entre Julho e Agosto.

 

A "Rainha Cláudia" é considerada uma das variedades de ameixas mais indicadas para a preparação de geléias, caldas e compotas, e para servir como sobremesa e/ou como acompanhamento de bolos, sendo a variedade de eleição para acompanhar a tradicional sericaia alentejana (nomeadamente com a calda obtida da sua cozedura).

 

A "Ameixa d’Elvas" é, desde 1996, um produto de origem portuguesa com Denominação de Origem Protegida (D.O.P.) pela União Europeia. É preparada com ameixas “Rainha Cláudia” confitadas, conhecidas localmente como “Abrunhos” e a sua produção é circunscrita a alguns concelhos dos distritos de Évora e Portalegre.

  • NOME CIENTÍFICO

    Prunus domestica L. 'Rainha Cláudia'

  • ORIGEM

    DOP, Alto Alentejo

  • MARCA

    N/A

  • OUTRAS INFORMAÇÕES

    Também conhecidas como “Ameixas de Elvas”, região em que em Portugal foram plantados os primeiros pomares, as “Rainha Cláudia” têm origem presumivelmente numa árvore ornamental asiática que terá chegado ao Alto Alentejo depois de ter sido importada para a França, onde herdou o seu nome da mulher do rei Francisco I - a rainha Cláudia.

    Pensa-se que tenham sido introduzidas em França no século XVI pelo botânico Pierre Belon e que tenham chegado a Portugal pelos franceses. Ainda hoje são apelidadas na região de Elvas de “ameixas de França”.

    Nos finais do século XV, ganharam fama as “ameixas doces”, preparadas pelas monjas nos conventos femininos de Elvas com as ameixas "Rainha Cláudia" provenientes das hortas e pomares que se estendiam nos arrabaldes da cidade. As frutas d’Elvas eram parte integrante dos banquetes de reis, fidalgos e homens ilustres. Em 1834 foi instalada em Elvas a primeira fábrica de ameixas doces.

    A expansão da cultura da ameixeira “Rainha Cláudia Verde” (Apricot Vert) no Alto Alentejo teve um forte impulso a partir da década de 90. Actualmente, a área de pomar circunscreve-se aos conselhos de Alandroal, Borba, Campo Maior, Elvas, Estremoz, Monforte, Sousel e Vila Viçosa.

     

    A produção das “Rainha Cláudia” exige condições específicas de clima temperado (viz. são necessárias amplitudes térmicas que favoreçam a sua elevada concentração de açúcares naturais e o desenvolvimento do seu sabor característico) e solos bem drenados, sendo uma variedade sensível que requer cuidados agrícolas rigorosos. Esta exigência contribui para a sua qualidade superior e para o seu estatuto de fruta premium no panorama europeu.

    Considerada uma variedade clássica, a "Rainha Cláudia" mantém até hoje o seu prestígio e autenticidade, sendo cultivada com técnicas que equilibram o conhecimento tradicional com práticas agrícolas modernas.

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