Cacau
A planta de cujas sementes se obtém o cacau é nativa das florestas tropicais da região amazónica.
Após a colheita dos frutos, as sementes do cacau são submetidas a um processo fermentativo e oxidativo para desenvolverem o aroma característico do cacau. Depois deste processo são secas e processadas industrialmente.
NOME CIENTÍFICO
Theobroma cacao
ORIGEM
Equador
MARCA
N/A
OUTRAS INFORMAÇÕES
Os frutos demoram entre 4 e 6 meses a amadurecer e, depois de colhidos, têm de ser abertos à mão para se poderem remover as sementes.
O cacau foi domesticado e cultivado pelas civilizações mesoamericanas. Os Maias e os Astecas transformavam-no numa bebida amarga e picante - o “xocolatl" - a que adicionavam baunilha e piri-piri. Nesse tempo, as sementes do cacau funcionavam como moeda de troca. Cristóvão Colombo trouxe as sementes para a Europa e a sua produção começou a difundir-se no século XVII.
Na Europa, popularizaram-se os chocolates produzidos na Bélgica e na Suíça. Foi na cidade suíça de Vevey que, em 1875, Daniel Peter e Henri Nestlé criaram o popular chocolate de leite, ao adicionar leite em pó à massa de cacau.
A manteiga de cacau derrete à temperatura do corpo humano, razão pela qual é utilizada como excipiente em preparações farmacêuticas e na indústria de cosméticos.
Em alguns países africanos produtores de cacau, a colheita e secagem das sementes de cacau ainda é realizada com recurso a trabalho infantil. O Protocolo de Harkin–Engel (conhecido como o "Protocolo do Cacau”), assinado em 2001, é um acordo internacional que procura erradicar em definitivo o trabalho infantil no processo de produção de cacau.



