Variante sazonal, é colhida sobretudo entre Setembro e Novembro.
Também conhecida como “Trufa da Borgonha”, a “Trufa Negra de Outono” (Tuber uncinatum) é um dos ingredientes mais emblemáticos da estação de Outono.
A coloração exterior varia de castanha escura a preta e a superfície é menos dura que a da trufa negra de Verão. A forma é irregular, ovóide a redonda. O interior desta trufa de pequena dimensão é firme e esbranquiçado, escurecendo à medida que a trufa amadurece.
Contrariamente à variante de Verão, desenvolve-se em zonas mais sombrias e húmidas, habitualmente em simbiose com as raizes de árvores como carvalhos, pinheiros, cárpinos e aveleiras; por permanecer mais tempo no solo que a trufa de Verão, apresenta uma maior maturidade aromática e um sabor e aroma mais pronunciados e complexos que os da “Trufa Negra de verão” (Tuber aestivum).
O seu perfil aromático evoca um bosque húmido, cogumelos e avelã, com notas terrosas delicadas e uma intensidade elegante. Não possui a potência da célebre “Trufa Negra de Inverno” (Tuber melanosporum), mas é precisamente essa maior subtileza que lhe permite acompanhar um prato sem se sobrepor aos restantes ingredientes.
Na cozinha, combina especialmente bem com preparações simples, capazes de transportar o seu perfume: massas, risottos, ovos, batata, manteiga, natas e queijos são alguns dos seus parceiros clássicos. Pode também acompanhar cogumelos, carnes delicadas ou legumes de Outono. Para preservar toda a sua expressão aromática, é preferível utilizá-la no final da preparação, recomendando-se a sua utilização em cru, finamente fatiada sobre pratos quentes para potenciar o seu aroma.
É a trufa comestível mais disseminada na Europa, sendo particularmente comum em Itália e França.
Trufa negra de outono
NOME CIENTÍFICO
Tuber uncinatum
ORIGEM
Espanha
MARCA
N/A
OUTRAS INFORMAÇÕES
Sazonalidade: Setembro - Novembro
A colheita é feita por especialistas acompanhados por cães treinados.
É a espécie predominante na região francesa de Borgonha, tendo-se mesmo popularizado como “Trufa da Borgonha”. Reza a lenda que esta foi a primeira trufa a ser consumida na mesa dos reis de França.
Deve ser consumida no menor tempo possível; se armazenada, deverá ser mantida no frigorífico envolta em papel absorvente para prolongar a sua durabilidade e preservar as suas características organolépticas.

