A nova moda: quartos de hotel transformam-se em salas de jantar privadas | in "NiT"

Nos Estados Unidos, os chefs resolveram inovar para combater a pandemia e a falta de clientes. Os hotéis deram uma ajuda.

hotelaria, restauração, crise, covid-19

Os restaurantes de todos os cantos do mundo enfrentam dificuldades inéditas provocadas pela pandemia. Com as salas reduzidas a uma percentagem da lotação e as cadeiras que sobram quase sempre vazias, foi preciso encontrar uma solução imaginativa.


Do outro lado da parceria, os hotéis, outras vítimas da crise que provocou um abalo nas taxas de ocupação. Nos Estados Unidos, há quem esteja a apostar nesta amizade lógica para resolver dois problemas de uma vez: os chefs podem servir mais clientes, satisfeitos por se sentirem seguros numa sala isolada; e os hotéis voltam a ocupar os seus quartos, até aqui quase sempre vazios.


A tendência é sublinhada pela “Bloomberg”, que desenha o cenário de uma indústria hoteleira arrasada pela crise e pela chegada do inverno, que inviabilizou a solução encontrada no verão: as esplanadas que tomaram conta dos passeios e estradas de muitas cidades.


Numa altura em que 65 por cento dos hotéis têm taxas de ocupação abaixo dos 50 por cento, as suites começam a preencher-se de clientes que não estão à procura de uma dormida, mas de uma refeição em paz e sossego, sem medo de distanciamentos ou de contágios por parte dos vizinhos da mesa ao lado.


Num dos casos, em Filadélfia, um café encerrado por decreto do Estado — que, desde Novembro, proibiu as refeições dentro de portas — tomou conta de 15 das suites do hotel AKA University City, onde serve menus de três momentos. O menu custa 40€ por pessoa e a reserva do espaço 52€. Caso queiram, podem até dormir no espaço sem pagar mais, já que a reserva está feita.


A mesma estratégia foi adoptada pelo Le Crocodile, em Nova Iorque, que aproveitou os quartos do hotel instalado no mesmo edifício para oferecer um menu de 80€ para grupos entre quatro e dez clientes. O plano resultou: a procura é grande e os fins de semana estão quase sempre lotados.


Não só há mais procura, mas os clientes também gastam mais. Vistas como experiências únicas e especiais, há uma maior tendência para pedir vinhos mais caros, por exemplo. O resultado? Um ticket médio de valor bastante acima ao que era registado antes da pandemia.


Créditos da Notícia: NiT


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